



Este projeto traça o desenvolvimento da ciência veterinária na África, examinando como o conhecimento foi produzido, como circulou e como foi contestado em contextos coloniais e pós-coloniais. Durante a era da expansão colonial, as potências europeias procuraram remodelar o gado bovino africano, acreditando que a saúde e a constituição dos animais poderiam ser "melhoradas" por intermédio da ciência moderna. Criticando as práticas dos pastores africanos e ressaltando a inferioridade das raças bovinas nativas, os especialistas veterinários coloniais introduziram novas formas de controle de doenças, incluindo campanhas de vacinação em massa, quarentenas e abates. Essas intervenções, destinadas a controlar doenças mortais, provocavam muitas vezes a resistência e adaptações por parte dos criadores africanos, cujos conhecimentos e costumes eram frequentemente marginalizados em favor de métodos estrangeiros.
Ao mesmo tempo, as autoridades coloniais importavam animais de terras distantes, na esperança de criar rebanhos mais produtivos por meio do cruzamento com animais locais. Contudo, esses esforços não obtiveram pleno sucesso, havendo problemas de aclimatação, vulnerabilidade a doenças tropicais e relutância das comunidades locais. Apesar desses desafios, o conhecimento e as tecnologias veterinárias europeias continuaram a se espalhar, institucionalizados em departamentos coloniais, escolas, institutos de pesquisa e organizações internacionais como a FAO e o Escritório Internacional de Epizootias.
O objetivo deste projeto é analisar a luta contra a tripanossomíase animal africana (AAT) no Congo Belga, Ruanda e Burundi, entre as décadas de 1890 e 1970. A AAT, uma doença frequentemente fatal transmitida pela mosca tsé-tsé, prejudicou significativamente a produção pecuária bovina nessas regiões. Várias estratégias – incluindo a erradicação da mosca tsé-tsé, a introdução de raças bovinas resistentes a AAT e o uso de medicamentos – foram postas em prática para combater esse flagelo. Este projeto explora como essas intervenções foram moldadas não apenas por veterinários europeus, mas também por sistemas de conhecimento africanos, bem como por colaborações transimperiais e internacionais mais amplas na ciência veterinária.



Este projeto traça o desenvolvimento da ciência veterinária na África, examinando como o conhecimento foi produzido, como circulou e como foi contestado em contextos coloniais e pós-coloniais. Durante a era da expansão colonial, as potências europeias procuraram remodelar o gado bovino africano, acreditando que a saúde e a constituição dos animais poderiam ser "melhoradas" por intermédio da ciência moderna. Criticando as práticas dos pastores africanos e ressaltando a inferioridade das raças bovinas nativas, os especialistas veterinários coloniais introduziram novas formas de controle de doenças, incluindo campanhas de vacinação em massa, quarentenas e abates. Essas intervenções, destinadas a controlar doenças mortais, provocavam muitas vezes a resistência e adaptações por parte dos criadores africanos, cujos conhecimentos e costumes eram frequentemente marginalizados em favor de métodos estrangeiros.
Ao mesmo tempo, as autoridades coloniais importavam animais de terras distantes, na esperança de criar rebanhos mais produtivos por meio do cruzamento com animais locais. Contudo, esses esforços não obtiveram pleno sucesso, havendo problemas de aclimatação, vulnerabilidade a doenças tropicais e relutância das comunidades locais. Apesar desses desafios, o conhecimento e as tecnologias veterinárias europeias continuaram a se espalhar, institucionalizados em departamentos coloniais, escolas, institutos de pesquisa e organizações internacionais como a FAO e o Escritório Internacional de Epizootias.
O objetivo deste projeto é analisar a luta contra a tripanossomíase animal africana (AAT) no Congo Belga, Ruanda e Burundi, entre as décadas de 1890 e 1970. A AAT, uma doença frequentemente fatal transmitida pela mosca tsé-tsé, prejudicou significativamente a produção pecuária bovina nessas regiões. Várias estratégias – incluindo a erradicação da mosca tsé-tsé, a introdução de raças bovinas resistentes a AAT e o uso de medicamentos – foram postas em prática para combater esse flagelo. Este projeto explora como essas intervenções foram moldadas não apenas por veterinários europeus, mas também por sistemas de conhecimento africanos, bem como por colaborações transimperiais e internacionais mais amplas na ciência veterinária.



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